/ Jesus

Ele está no interior da casa...

Após algumas semanas sem nenhum artigo, tanto de segunda-feira quanto de quarta, retornamos.

Já faz algum tempo que não escrevemos nenhum artigo ou estudo acerca do Arrebatamento e da Grande Tribulação, por isso o faremos hoje.

O objetivo deste artigo não é determinar datas, nem tão pouco, levantar questões que tangenciam o assunto, mas que na realidade não levam a lugar nenhum. Pelo contrário, estaremos procurando analisar os eventos atuais e sua importância no cenário pré-Arrebatamento. Separe, ao menos, meia hora para ler este artigo, pois embora procurei tratar do assunto da maneira mais breve possível, o resultado final acabou ficando muito extenso. Caso você não tenha este tempo, mas deseja ler o artigo salve esta página em seus favoritos (CTRL+D) ou então baixe o eBook em PDF para ler depois. (Baixar)

As distrações “gospel”:

“Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui ou ali, não lhe deis crédito, porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem.” (Mateus 24.23-27)

Ano eleitoral, de copa do mundo e de muitas declarações que alvoraçaram os evangélicos, assim dizendo, mas qual é a ligação entre os eventos atuais, neste aspecto, e o Arrebatamento?

O primeiro ponto a ser analisado e compreendido se trata das constantes distrações que estão se levantando dentro da Igreja Cristã, tanto brasileira quanto dos demais países.

Quando Jesus disse aos seus discípulos:

“Eis que o Cristo está aqui ou ali, não lhe deis crédito, porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.”

Ele está não apenas alertando acerca do que a Igreja haveria de enfrentar nos finais dos tempos e que, aqueles que se deixarem enganar pelos falsos mestres, não são do Reino, visto que “se possível fora, enganariam até os escolhidos”, mas Jesus vai além do que apenas alertar sobre as oposições que o povo de Deus enfrentaria dentro da Igreja. Ele nos dá uma dica, nos ensina e reforça* “não lhe deis crédito”*, “não saiais” e “não acrediteis”.

Mas o que significa isso? O Apóstolo Paulo nos explica melhor em 2 Tessalonicenses 2.1-2:

“Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o Dia de Cristo estivesse já perto.”

Note que Paulo trata do mesmo assunto, o Arrebatamento, ao nos exortar “não vos movais facilmente do vosso entendimento”.

O que Jesus e Paulo está nos dizendo é que, em momento algum, devemos nos mover, ou seja, nos deixar levar pelo que ocorre ao nosso redor.

E aqui vai uma pequena orientação para a Igreja Pós-moderna Brasileira. Nem só porque esse ou aquele “profetizou” que haveria um avivamento, uma grande revolução no Brasil ou um líder cristão, significa que é verdade.

A Bíblia nos deixa muito claro que devemos, antes de aceitar, colocar em prova para ver se é verdade ou não. Caso contrário estaremos acreditando em ensinamentos e palavras que, na grande maioria, não provém de Deus.

No entanto o maior perigo reside em nos distrairmos. Jesus nos alerta categoricamente “não lhe deis crédito”, “não saiais” e “não acrediteis”.**“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem.”

O que Ele nos mostra é que se ficarmos preocupados em ir atrás desse ou daquele correremos o sério risco de perder o Arrebatamento, de deixar nossa Salvação de lado afim de nos ocuparmos com coisas terrenas.

  • “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem”.* Ou seja, quando menos esperarmos haverá o Arrebatamento.

O mesmo nos alerta o Apóstolo Paulo *“Ora, irmãos, **rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com **ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, **quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o *Dia de Cristo estivesse já perto.”

Devemos caminhar como se não houvesse amanhã e, essas distrações no meio cristão, nos impedem de fazer isso.

As distrações seculares:

Além das distrações no meio cristão, enfrentamos também o risco de perder o foco com as inúmeras distrações seculares. Quantos cristãos já não abandonaram os princípios da fé por causa de política, diversão, riqueza, reconhecimento ou poder?

“Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui ou ali, não lhe deis crédito, porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem.” (Mateus 24.23-27)

Note que Cristo apresenta três cenários:

  1. O Cristo está num lugar indefinido:“Eis que o Cristo está aqui ou ali, não lhe deis crédito”. Num primeiro momento Jesus nos mostra que surgirão pessoas que afirmarão que Ele está aqui ou ali, no entanto, sem nenhuma identificação muito precisa.
  2. O Cristo está no deserto:*“Eis que ele está no deserto, não saiais”. *Possivelmente Jesus utilizou uma linguagem figurativa ao se referir ao “deserto”. Lembre-se de que Israel peregrinou durante quarenta anos no deserto antes de chegar à Terra Prometida e nós fazemos o mesmo, estamos no deserto, o mundo, peregrinando até nossa verdadeira Pátria.Note que possivelmente essa afirmação, “ele está no deserto”, nos traz uma revelação do que a Igreja enfrentaria nos últimos tempos: uma avalanche de pessoas afirmando que o Reino de Deus e Cristo se manifestará no deserto, neste mundo, nos sistemas seculares.
  3. O Cristo está no interior da casa:“Eis que ele está no interior da casa, não acrediteis”. Em paralelo com o movimento da “manifestação terrena do Reino de Deus” no deserto existem inúmeros que afirmam que Cristo se manifestara de forma sobrenatural dentro da casa.

Não sou contra a manifestação de Deus, através do Espírito Santo, na Igreja, no entanto devemos tomar cuidado, pois devemos ter em mente alguns pontos, no que se refere à manifestação de Deus:

  • Propagação da Palavra: se a manifestação de Cristo no interior da casa não anuncia o Evangelho da Salvação por meio do arrependimento e reconhecimento do Sacrifício de Jesus no Calvário, então há um grande risco desta manifestação não ser, realmente, de Deus;
  • Salvação de almas: toda vez que Deus manifestou-se de forma poderosa almas foram salvas. A exemplo podemos citar Atos 2. Ao serem batizados no Espírito Santo, manifestação visível de Deus, cerca de três mil almas se renderam ao poder do Evangelho. Outro exemplo evidente da manifestação de Deus foi o avivamento da Rua Azusa, cujos resultados ainda geram salvação nos dias de hoje, pois as igrejas fundadas em decorrência deste avivamento são os frutos que permanecem;
  • Coerência com as Sagradas Escrituras: nenhuma manifestação de Deus entrará em contradição com as Sagradas Escrituras ou procurará anulá-la. Caso contrário, com toda certeza, não provém do Senhor.

Podemos traçar um paralelo entre as distrações seculares e a voz que anuncia “Eis que ele está no deserto”. Muitos cristãos já não conseguem compreender que não possuímos morada permanente nesta Terra.

“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma” (1 Pedro 2.11)

E a medida que as coisas terrenas começam a parecer normais e rotineiras, enquanto que o Arrebatamento parece cada vez mais distante, corremos o grande risco de nos aprisionarmos na normalidade:

“Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.” (Mateus 24.36-39)

Não há nada de errado nas práticas listadas por Jesus Cristo, no entanto devemos tomar o cuidado para não acostumarmos com elas, pois senão estaremos desapercebidos com os sinais do fim. O maior erro que um cristão pode cometer é se conformar com a vida neste mundo, achar normal tudo e todos e fechar os olhos para o Fim dos Tempos.

“Portanto, quando olhamos para a democracia com uma visão crítica, não precisamos procurar males diabólicos escondidos que aparecerão ou virão junto com o reino do Anticristo, mas devemos prestar atenção exatamente na atividade normal de comer, beber, casar e dar-se em casamento, de comprar e de vender, de plantar e construir. Pois é nesse êxito aparente que reside o grande engano” (Como a Democracia elegerá o Anticristo, Arno Froes, pág. 105)

Sabemos que o Governo do Anticristo não será estabelecido por meio da força, pelo contrário:

“Durante anos a fio, os estudiosos de profecias visualizavam o dia quando o Anticristo haveria de conquistar o mundo pela força. Cenários que imaginavam tanques em cada esquina e tropas do exército forçando os cidadãos a se amoldarem às novas determinações . Mas um exame mais acurado das Escrituras revela que, longe de ser uma ordem mundial criada pela força, o Anticristo tomará conta do poder pela vontade do povo, pela democracia. O apóstolo João, escrevendo o livro do Apocalipse, prevê uma época em que o mundo todo haverá de admirar, amar e até mesmo adorar o Anticristo. Essa descrição não combina com o surgimento de um tirano, mas com a coroação de um herói.” (Prefácio de Peter Lalonde, 1997, para o livro: “Como a Democracia eleger o Anticristo”, pág. 9)

E, devido à isso, tanto os cristãos desapercebidos quanto os ímpios estão à caminho do engano acreditando que este mundo melhorará e, na realidade, ele vai melhorar, no entanto não será nesta presente era, mas sim no Governo Milenar de Cristo Jesus.

O pensamento atual converge para o Governo do Anticristo e em suas propostas que, num primeiro momento, iludirá todos os habitantes do mundo.

“Haverá paz, prosperidade e riquezas de forma tão irresistível, que as pessoas do mundo haverão de dar apoio incondicional a essa nova ordem mundial, liderada por aquele a quem a Bíblia se refere como o Anticristo” (Como a Democracia Elegerá o Anticristo, Arno Froese, pág. 73)

A Geopolítica Internacional:

Gosto e acho importante acompanhar os acontecimentos internacionais, pois desta maneira o cenário político, econômico, militar e religioso me apresenta uma imagem mais clara acerca de todos os preparativos para a Grande Tribulação.

“E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira e para todas as árvores.” (Lucas 21.29)

Se observarmos os acontecimentos internacionais perceberemos que o mundo está agitado, aqui fugiremos um pouco da geopolítica e focaremos em um cenário um pouco mais amplo:

  • O ressurgimento do surto do Ebola;
  • Conflitos armados no Oriente Médio: já estamos até acostumados com as notícias de conflitos armados no oriente médio, seja entre Israel e Palestina ou entre grupos islâmicos rivais e, embora, nos conformemos no sentido de nãos ser nenhuma novidade para ninguém, tais conflitos exercerão um papel fundamental na luta pela paz que será pregada no Governo do Anticristo;
  • Formação de uma coalizão internacional contra um grupo terrorista;
  • Mudanças climáticas e catástrofes: no mesmo dia em que comecei a escrever este artigo (08/10/2014), os meios de comunicação relatavam os terremotos que atingiram o México e a China e, não é impossível, observarmos o descontrole d natureza (falta de chuva, secas, terremotos cada vez mais constantes, erupções vulcânicas, etc.). Todo este cenário irá se agravar à medida que nos aproximamos do fim culminando em todas as catástrofes relatadas em Apocalipse;
  • Desenvolvimento tecnológico e de sistemas de controle: acerca deste tópico falaremos mais adiante;
  • Protestos em favor da Democracia;

Mas qual é a relação de tudo isso ante a preparação para a Grande Tribulação?

Quanto ao ressurgimento do Ebola e, o grande número de doenças terríveis, trata-se do cumprimento das profecias anunciadas em Mateus 24.7 por Cristo Jesus. Não que o Ebola seja a “doença do Apocalipse” no entanto, assim como o HIV, câncer etc., sabemos que são resultados tanto do pecado humano quanto do fim dos tempos. Mas e quanto à Democracia e o combate ao Terrorismo?

Antes de tudo quero deixar claro que não sou contra o sistema democrático nem muito menos à favor de grupos ou atos terroristas. O objetivo deste tópico é traçar um paralelo entre o crescente número de nações, antes sob o regime ditatorial, que, agora, são regidas pela democracia e o estabelecimento do Governo do Anticristo, além de relacionar este movimento com a incessante luta contra grupos terroristas.

Primeiramente de devemos compreender como um mundo regido por um sistema democrático empenhará, num futuro próximo, um papel de grande importância no estabelecimento do Governo do Anticristo.

“Durante o século XX, mais precisamente durante os meados deste século, o sistema Comunista estava presente em 65% da população mundial, ou seja, 65% da humanidade era governada pelo comunismo. Agora, neste últimos três anos, nos deparamos com uma escalada incontrolável de movimentos pró democracia em países cujo Governo estava no poder por mais de três ou quatro décadas. Todo esse movimento nos remete para as Profecias Bíblicas, com o crescente domínio democrático e a expansão dos Direitos Humanos não estamos muito longe de ver a “paz” predita na Bíblia se tornar realidade. Em breve, creio eu, a última profecia pré Arrebatamento se cumprirá: “Israel assinará um pacto de paz com seus inimigos” este pacto será, possivelmente, intermediado pelo Anticristo.” (Trecho do Artigo: Como a Democracia Elegerá o Anticristo)

O principal muro que ainda impede o mundo de se tornar um se encontra, principalmente, no modelo de governo, pois como um regime socialista ditatorial como o da China estabelecerá diálogo com um sistema Democrático?

Neste aspecto a crescente expansão da Democracia anuncia que, muito em breve, todo o mundo falará uma mesma língua e possuirá um mesmo pensamento.

“Os resultados de uma moeda universal serão a simplicidade de toda sua aritmética, operacionalidade e facilidades obtidas pelos viajantes, a simplificação de transações internacionais e das taxas de câmbio. Quando tivermos uma moeda universal, a exportação e importação receberão tal estímulo que quebrarão todos os recordes comerciais já experimentados antes.” (Feer Herzog, ministro das Finanças da Suíça, 1870)

O próximo passo seria a padronização de uma moeda global e o estabelecimento de um modelo econômico eletrônico. Já podemos enxergar os primeiros passos rumo à “Aldeia Global” na União Europeia e, muito em breve, o mundo verá o mesmo sistema implantado em escala global.

No que se refere ao combate ao terrorismo, claramente visível na postura internacional ante o avanço do Estado Islâmico, sabemos que o Governo do Anticristo será pautado, pelo menos durante os primeiros três anos e meio, pela paz internacional. Podemos então dizer que as articulações entorno do combate e extermínio de grupos terroristas serão, num primeiro momento, a grande marca deste governo de “paz”.

O avanço tecnológico galopante:

“E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” (Apocalipse 13.16-17)

Embora muitos estudiosos e cristãos defendam o ponto de vista de que a marca da besta será uma identificação visível, o que um microchip subcutâneo não é, defendo o contrário. Creio que o grande desenvolvimento alcançado pela humanidade no que se refere à nanotecnologias caminha rapidamente para o controle total da marca da besta e, mais adiante, explicarei o porquê.

É indiscutível o fato de que hoje é praticamente impossível vivermos sem nenhuma forma de tecnologia, desde bens como eletrodomésticos até produtos de alta tecnologia seja robótica ou supercomputadores, somos cercados pelos avanços tecnológicos.

E, em um futuro próximo, serão eles que controlarão cada passo de um cidadão, a começar pelas câmeras de segurança. Há, aproximadamente, dois anos escrevi, para a aula de Sociologia, um trabalho que abordava exatamente esta questão e como a sociedade reage ante os sistemas de monitoramento. O mais incrível é que a grande maioria da população simplesmente se porta de maneira passiva ante ao crescente aumento de áreas monitoradas.

Pode parecer loucura ou conspiração, no entanto há dois anos, quando escrevi este trabalho, não havia ouvido falar abertamente nos meios de comunicação, de um sistema deste. Pelo contrário, apenas por meio de uma pesquisa mais detalhada descobri um sistema inglês denominado “Perceptrak”:

“Outra questão de bastante relevância é o fato de que tal expansão eletrônica não necessita estar diretamente ligada com o aumento de postos de trabalho, pelo contrário, chegará a um ápice em que estes setores não necessitarão de presença humana, a exemplo do software de prevenção ao crime o “Perceptrak” em fase de teste em Portsmouth, uma cidade portuária com cerca de 200.000 habitantes no Sul da Inglaterra.” (Trecho d Artigo “A Montagem do Palco para a Tribulação”)

E, para minha surpresa, o até então candidato a governador, Geraldo Alckmin, apresentou em seu horário eleitoral o sistema “Detecta”. NÃO QUERO FAZER CAMPANHA POLÍTICA OU APOIO A NENHUM PARTIDO, visto que os objetivos do Blog Euaggelion não são esses, no entanto creio que seja necessário apresentar o vídeo que aborda este  tema, visto que este sistema já está sendo implantado no Estado de São Paulo.

Mas você pode dizer: “Na prática o sistema não funciona tal como ele é apresentado!”

Realmente, ainda existes falhas tanto de comunicação entre os centros de comando e as unidades móveis da Polícia Militar, bem como erros e “bugs” nos códigos dos bancos de dados, responsáveis por processar a imagem e, posteriormente,determinar se existe ou não atividade suspeita.

Ainda há muita coisa a fazer, no entanto o primeiro passo foi dado. Mesmo que o sistema não funcione corretamente é mais fácil, no Governo do Anticristo, consertar as falhas do que instalar tudo do zero!

Outro ponto interessante se refere ao fato de que as câmeras de segurança privada também poderão ser interligadas ao sistema. “Mas vai dar muito trabalho, não!?”

Não necessariamente, afinal normalmente são empresas de segurança que realizam o monitoramento e manutenção dos sistemas de câmeras e, para interliga-las ao sistema Detecta ou seja lá qual for, não é necessário ir câmera por câmera, basta estabelecer a comunicação entre o banco de dados da empresa de segurança com o da Polícia Militar.

Não sou contra a tecnologia, pois estaria sendo hipócrita ao afirmar isto enquanto escrevo o artigo em meu computador, ouvindo música no Windows Media Player, escrevendo e editando o texto na Suíte Office e, posteriormente, publicando na plataforma Blogger (agora WordPress). O que procuro dizer é que todo o avanço tecnológico irá, de alguma maneira, contribuir para a rápida implantação do Governo do Anticristo.

E é aqui que entra a questão da marca da besta. Muitos afirmam categoricamente que a marca descrita na Bíblia não se trata se um microchip, pois será, de alguma maneira, visível.

No meu ponto de vista não existem bases sólidas para isso e vejamos o porquê:

  1. Implantação do sistema: com base na descrição do Apóstolo João em Apocalipse 13.16-17, vemos que todos os habitantes da Terra deverão aderir ao sistema. Imaginemos que, dos cerca de oito bilhões de habitantes, aproximadamente um quarto da população seja arrebatada, ou seja, dois bilhões. O Governo Único teria que “marcar” aproximadamente seis bilhões de pessoas num prazo extremamente curto, pois o Anticristo reinará por apenas sete anos.
  2. Controle total: “E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é número de homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.” (Apocalipse 13.16-18).O Apóstolo João nos apresenta rapidamente o cenário econômico do Governo do Anticristo. A marca será a solução para, praticamente, todos os problemas enfrentados pela sociedade atual, pois uma vez retirando o dinheiro vivo de circulação crimes como tráfico de drogas, assaltos e roubos serão dizimados. No entanto apenas aqueles que aderirem ao sistema poderão usufruir deste “novo mundo”.
    Neste aspecto, controle total, uma simples identificação impressa na mão não seria eficiente, tanto por questões de segurança do sistema quanto por funcionalidade, visto que o indivíduo estabeleceria conexão com o sistema do Governo Único apenas quando algum sensor identificasse a sequência numérica.
  3. Manutenção do sistema: Agora imaginemos que a marca seja uma identificação impressa, tipo um código de barras, seriam seis bilhões de combinações de código, afinal cada habitante possuirá sua identificação. Considere que, hoje, existem profissionais especializados em invadir bancos de dados de alta segurança, derrubar sites de governos, controlar, remotamente, uma grande rede de computadores, conhecidos como “computadores zumbis”, dentre outras façanhas.
    Se tais pessoas são “qualificadas” a realizar ataques complexos à sistemas com protocolos de segurança pesados será que não conseguirão burlar um código impresso na mão? Uma vez entendendo a lógica do código e, estudando as possibilidades de combinação, não seria impossível uma mesma marca ser utilizada por duas ou mais pessoas ao redor do globo.

Nestes pontos o microchip se sairia melhor, pois garantiria:

  1. Conexão direta e 24 horas por dia: os microchips subcutâneos de todos os seis bilhões de pessoas estarão conectados, via satélite, 24 horas por dia, 7 dias por semana, aos postos de monitoramento e controle da nova ordem;
  2. Segurança acima de tudo: uma vez implantando o microchip em sua mão, o indivíduo terá a certeza de que, em momento algum, alguém se passará por ele. Afinal além da dificuldade em “roubar” a marca de alguém, apenas empresas ligadas ao Governo Único possuiriam tecnologia de desenvolvimento e controle desta tecnologia, ao contrário de uma impressão na mão.
  3. Simplicidade na implantação: embora não seja tão simples, a implantação do microchip é relativamente rápida. Além disso creio que, atualmente, já existem grandes estoques desta tecnologia o que, num futuro próximo, será de grande auxílio na rápida implantação do sistema. Para finalizar este tópico deixo um trecho do programa da Ana Maria Braga, no qual ela conversa com um especialista em segurança acerca do microchip, com a maior naturalidade. Mais uma vez, conforme o apresentado no artigo “A Montagem do Palco para a Tribulação”, a mídia exercendo seu papel de fazer com que a população comece a se familiarizar com esta tecnologia.

“Não lhe deis crédito”, “não saiais” e “não acrediteis”:

Não nos resta dúvidas de que estamos, a cada dia que passa, mais próximos do retorno de Cristo para buscar a sua Igreja e do fim dos tempos. Portanto devemos, a cada passo, segurar cada vez mais firme em nossa salvação para que, naquele dia, não venhamos nos surpreender.

“Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima.” (Lucas 21:28)

“E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.” (Romanos 13:11)

Não perca tempo com distrações e movimentos que, no final, não levam à nada. Tenha em mente que, daqui pra frente, cada passo errado poderá comprometer nossa salvação.

Que Deus vos abençoe e fique na Paz de Cristo Jesus

Jamil Filho

Jamil Filho

Cristão por livre escolha, salvo pela graça, servo de Cristo Jesus, eterno estudante de teologia, fundador e editor do Euaggelion.

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