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A Conspiração da Páscoa

Neste próximo final de semana comemora-se a páscoa, não em seu sentido real, visto que o personagem central é o coelho e o chocolate, no entanto para nós cristãos a Páscoa representa não apenas um grande evento, mas também a passagem da escravidão para a liberdade em Cristo.

Mas por que o título “A conspiração da Páscoa”? Há quem diga que todos os eventos da última semana de Cristo, antes de ser crucificado, foi na realidade um aglomerado de eventos forjados, para que toda a sua pregação tivesse crédito e para que, não apenas seus discípulos, mas todos os homens cressem que Ele era realmente o Messias que haveria de vir.

Quem levantou esta questão foi o teólogo H. J. Schonfield em seu livro “The Passover Plot”, no qual ele afirma que Jesus, junto a seus discípulos teria manipulado todos os eventos da última semana.

E, neste artigo, procuraremos apresentar cada detalhe da paixão de Cristo e suas profecias apresentando, desta maneira, a veracidade da Palavra de Deus.

Quatro Dias Antes:

Quatro dias antes de sua morte, Jesus foi saudado como Rei ao entrar na cidade de Jerusalém.

“No dia seguinte, ouvindo uma grande multidão, que viera à festa, que Jesus vinha a Jerusalém, Tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor. E achou Jesus um jumentinho, e assentou-se sobre ele, como está escrito: Não temas, ó filha de Sião; eis que o teu Rei vem assentado sobre o filho de uma jumenta. Os seus discípulos, porém, não entenderam isto no princípio; mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram de que isto estava escrito dele, e que isto lhe fizeram.” (João 12.12-16)

Como era de costume, os reis entravam nas cidades montados em cavalos e eram aclamados pelo seu povo. No entanto, contrariando a glória que um rei terreno apresentaria, Jesus entra em Jerusalém montado em um jumentinho, humildemente, cumprindo a profecia anunciada pelo profeta Zacarias:

“Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta.” (Zacarias 9.9)

A multidão louvava ao Senhor Jesus com o versículo 26 do Salmo 118:

“Bendito aquele que vem em nome do SENHOR; nós vos bendizemos desde a casa do SENHOR.”

Fora o fato de Jesus ter adentrado a cidade apresentando-se como um Rei humilde, no entanto enviado por Deus, há também um grande simbolismo que, talvez por não conhecermos tão profundamente a Lei e os costumes judaicos, deixamos de lado.

Ao instituir a primeira Páscoa Deus ordena ao seu povo:

“Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde.” (Êxodo 12.3,6)

Cristo como o nosso Cordeiro Pascal, que havia de ser imolado, estava se apresentando para que neste período, entre a sua Entrada Triunfal até a sua Crucificação, Ele fosse avaliado como perfeito e imaculado.

“O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras.” (Êxodo 12.5)

Os fariseus formam um conselho para matar a Jesus:

No capítulo anterior, em João 11.46-57, vemos os fariseus se reunindo para tirar a vida de Jesus, pois alguns dos que tinham visto Ele ressuscitar a Lázaro foram lhes anunciar acerca deste feito (v. 46), deixando-os furiosos.

Nos versículos 49 ao 52 vemos o cumprimento da profecia de Isaías 49:

“E Caifás, um deles que era sumo sacerdote naquele ano, lhes disse: Vós nada sabeis, nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação. Ora ele não disse isto de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos.” (João 11. 49-52)

“Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.” (Isaías 49.6)

Aproveitando o imenso desejo dos fariseus em matar a Jesus (João 11.53), Judas Iscariotes lhes propõe entregá-lo.

No Evangelho segundo escreveu Mateus capítulo 26, versículo 14 ao 16 nos está registrado:

“Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes, e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata, e desde então buscava oportunidade para o entregar.”

Percebam que, ao contrário do que afirma H. J. Schonfield, não há nenhuma referência de que Jesus teria instigado a Judas Iscariotes para o trair, pelo contrário até o último momento Jesus o tratou como seu amigo (Mateus 26.50) e em João 13.26 vemos um último apelo de Cristo para que Judas se arrependesse de seu pecado.

Além disso, se Cristo realmente forjasse o cumprimento das profecias, Ele deveria convencer os fariseus pagar trinta moedas, o preço de um escravo (Êxodo 21.32), a Judas Iscariotes visto que Zacarias profetizou:

“Porque eu lhes disse: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me o meu salário e, se não, deixai-o. E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata.” (Zacarias 11.12)

Na noite em que foi traído:

Na última noite de Jesus Cristo encontramos uma avalanche de eventos e cumprimentos de profecias. Todos eles deveriam se encaixar num quebra-cabeças complexo para que o sacrifício de Jesus fosse validado e nada fosse deixado de lado.

Judas trai a Jesus:“Tendo Jesus dito isto, turbou-se em espírito, e afirmou, dizendo: Na verdade, na verdade vos digo que um de vós me há de trair. Então os discípulos olhavam uns para os outros, duvidando de quem ele falava. Ora, um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava reclinado no seio de Jesus. Então Simão Pedro fez sinal a este, para que perguntasse quem era aquele de quem ele falava. E, inclinando-se ele sobre o peito de Jesus, disse-lhe: Senhor, quem é? Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o bocado molhado. E, molhando o bocado, o deu a Judas Iscariotes, filho de Simão. E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa. E nenhum dos que estavam assentados à mesa compreendeu a que propósito lhe dissera isto. Porque, como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe tinha dito: Compra o que nos é necessário para a festa; ou que desse alguma coisa aos pobres. E, tendo Judas tomado o bocado, saiu logo. E era já noite.” (João 13.21-30)

No Salmo 41.9 o salmista Davi declara: “Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.”

Jesus é Preso:“E, estando ele ainda a falar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. E o que o traía tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o. E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi; e beijou-o. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam. E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha. Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça? Então disse Jesus à multidão: Saístes, como para um salteador, com espadas e varapaus para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes. Mas tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas. Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram.” (Mateus 26.47-56)

Jesus é levado perante Anás:“Então a coorte, e o tribuno, e os servos dos judeus prenderam a Jesus e o maniataram. E conduziram-no primeiramente a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Ora, Caifás era quem tinha aconselhado aos judeus que convinha que um homem morresse pelo povo. E o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto. Para que me perguntas a mim? Pergunta aos que ouviram o que é que lhes ensinei; eis que eles sabem o que eu lhes tenho dito. E, tendo dito isto, um dos servidores que ali estavam, deu uma bofetada em Jesus, dizendo: Assim respondes ao sumo sacerdote? Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que me feres? E Anás mandou-o, maniatado, ao sumo sacerdote Caifás.” (João 18.12-14, 19-24)

No versículo 14 encontramos uma referência a João 11.49-52, o cumprimento de Isaías 49.6.

Jesus perante Caifás: Depois Jesus foi levado perante o Sumo Sacerdote Caifás, o mesmo que dias antes havia dito que um homem deveria morrer pela nação de Israel.

“E os que prenderam a Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos. Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte; E não o achavam; apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, não o achavam. Mas, por fim chegaram duas testemunhas falsas, E disseram: Este disse: Eu posso derrubar o templo de Deus, e reedificá-lo em três dias. E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti?” (Mateus 26.57, 59-62)

No versículo 63, Jesus cumpre mais uma profecia a seu respeito, registrada em Isaías 53.7:

“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.”

“Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu. Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia. Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte.” (Mateus 26.63-66)

E, em Isaías 50.6, vemos: “As minhas costas ofereci aos que me feriam, e a minha face aos que me arrancavam os cabelos; não escondi a minha face dos que me afrontavam e me cuspiam.”

“Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam, Dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu?” (Mateus 26.67)

Pedro nega a Jesus: Enquanto isso, do lado de fora, Pedro nega a Jesus Cristo três vezes e, após o galo cantar pela segunda vez, ele se lembra do que Jesus lhe tinha dito em Marcos 14.30:

“E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás.”

“E, estando Pedro embaixo, no átrio, chegou uma das criadas do sumo sacerdote; E, vendo a Pedro, que se estava aquentando, olhou para ele, e disse: Tu também estavas com Jesus, o Nazareno. Mas ele negou-o, dizendo: Não o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou. E a criada, vendo-o outra vez, começou a dizer aos que ali estavam: Este é um dos tais. Mas ele o negou outra vez. E pouco depois os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente tu és um deles, porque és também galileu, e tua fala é semelhante. E ele começou a praguejar, e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais. E o galo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. E, retirando-se dali, chorou.” (Marcos 14.66-72)

Jesus é condenado pelo Sinédrio: “E, chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos do povo, formavam juntamente conselho contra Jesus, para o matarem;” (Mateus 27.1)

“Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido” (Salmo 2.2)

Ao descobrir que Jesus havia sido condenado à morte, Judas Iscariotes sente remorso e se dirige aos fariseus a fim de devolver o dinheiro que havia recebido.

“E maniatando-o, o levaram e entregaram ao presidente Pôncio Pilatos. Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, Dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo. E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar. E os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito colocá-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue. E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por isso foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue. Então se realizou o que vaticinara o profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, que certos filhos de Israel avaliaram, E deram-nas pelo campo do oleiro, segundo o que o Senhor me determinou.” (Mateus 27.2-10)

Encontramos em Zacarias 11.12-13 a profecia acerca da destinação dada ao dinheiro devolvido por Judas: “Porque eu lhes disse: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me o meu salário e, se não, deixai-o. E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata. O SENHOR, pois, disse-me: Arroja isso ao oleiro, esse belo preço em que fui avaliado por eles. E tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei ao oleiro, na casa do SENHOR.”

Após Jesus ter sido condenado por Pôncio Pilatos, Mateus 27.11-27, e de ter sido escarnecido pelos soldados, Mateus 27.28-31. Iniciaram a caminhada até o Gólgota. E, nos detalhes, encontramos inúmeros cumprimentos proféticos.

Profecia:* “Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre.”* (Salmo 69.21);

Cumprimento:“Deram-lhe a beber vinagre misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber. E logo um deles, correndo, tomou uma esponja, e embebeu-a em vinagre, e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber.” (Mateus 27.34, 48);

“Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede. Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca.” (João 19.28-29);

Profecia:“Repartem entre si as minhas vestes, e lançam sortes sobre a minha roupa.” (Salmo 22.18);

Cumprimento:“E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sortes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançaram sortes.” (Mateus 27.35);

Profecias:“…porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores…” (Isaías 53.12);

Cumprimento:“E foram crucificados com ele dois salteadores, um à direita, e outro à esquerda.” (Mateus 27.38);

“E crucificaram com ele dois salteadores, um à sua direita, e outro à esquerda. E cumprindo-se a escritura que diz: E com os malfeitores foi contado.” (Marcos 15.27-28);

Profecia:“Todos os que me veem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça, dizendo: Confiou no SENHOR, que o livre; livre-o, pois nele tem prazer.” (Salmo 22.7-8)

“E ainda lhes sou opróbrio; quando me contemplam, movem as cabeças.” (Salmo 109.25)

Cumprimento:“E os que passavam blasfemavam dele, meneando as cabeças, E dizendo: Tu, que destróis o templo, e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz. E da mesma maneira também os príncipes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam: Salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e crê-lo-emos. Confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus.” (Mateus 27.39-43);

Além disso, verificamos também no Salmo 22.1, as palavras de Cristo: “DEUS meu, Deus meu, por que me desamparaste?” e, posteriormente, ao entregar seu espírito (Mateus 27.50, Lucas 23.46, João 19.30), Jesus ratifica o que o salmista Davi declara no Salmo 31.5.

Outras profecias referentes à crucificação e ressurreição de Jesus podem ser encontradas em Salmos 34.20, e seu cumprimento em João 19.33-36, Isaías 53.12, e seu cumprimento em Mateus 27.57-60 e, por fim, Salmos 16.10 e seu cumprimento em Mateus 28, Marcos 16, Lucas 24 e João 20.

Jesus, o Cordeiro Pascal:

Outro detalhe acerca da veracidade da morte expiatória de Jesus Cristo encontra-se no sentido pelo qual ela ocorreu. Para remissão dos pecados.

Era o costume dos judeus, conforme destacado anteriormente, separar um cordeiro quatro dias antes da páscoa, no dia 10 de nisã, a fim de verificar se ele era realmente imaculado e perfeito para ser morto na Páscoa, dia 14 de nisã.

“E FALOU o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão.” (Êxodo 12.1-8)

Jesus se apresentou à Israel, quatro dias antes da Páscoa, como o Cordeiro de Deus enviado para perdoar os pecados e, durante quatro dias, permaneceu entre o povo sendo observado a fim de provar que era perfeito e imaculado.

No dia em que Cristo foi crucificado, 14 de nisã, toda a nação de Israel estava se preparando para imolar o cordeiro que haveria de ser assado naquela noite em comemoração a Páscoa.

Ao lermos as Escrituras observamos que, do meio dia até as três horas da tarde, toda a Terra permaneceu debaixo de uma escuridão sobrenatural.

“E desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona.” (Mateus 27.45)

E, após a hora nona, no crepúsculo da tarde, quando toda a nação de Israel estava sacrificando milhares e milhares de cordeiros, Jesus entrega o seu espírito a Deus.

Acerca disso está escrito:

“E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação  de Israel o sacrificará à tarde.” (Êxodo 12.6 – grifo meu)

Percebam que Moisés não diz “…e todo o ajuntamento da congregação de Israel os sacrificarão à tarde”. Visto que milhares de cordeiros seriam sacrificados naquela tarde em comemoração a Páscoa, pelo contrário, ele se refere a apenas um cordeiro, “e todo o ajuntamento da congregação de Israel O sacrificará à tarde.” (grifo do autor).

E foi o que aconteceu, na tarde do dia 14 de nisã Jesus foi imolado como o Cordeiro Pascal puro e imaculado, pelo qual encontramos a remissão para os nossos pecados.

A Páscoa, embora comemorada no dia errado, representa para nós, cristãos, a libertação da escravidão do pecado e o início de uma vida ao lado de Cristo Jesus e, além disso, ao contrário do que afirma o livro “A Conspiração da Páscoa” ou qualquer outro cético, é tão real como o ar que respiramos.

Seria impossível convencer a multidão a sair ao encontro de Jesus para louvá-lo e aclamá-lo como Rei, instruir os fariseus, que tanto o odiavam, para pagar trinta moedas ao seu traidor, orientar Judas Iscariotes a se predispor a traí-lo e, posteriormente, se suicidar, a pedir que Caifás e Pôncio Pilatos lhe condenasse, a rogar para que os soldados lhe chicoteasse a ponto de impossibilitá-lo de carregar sua cruz, rogar que lhe preparasse, com antecedência, fel e vinagre, além de instruir os espectadores a blasfemarem contra Ele e ordenar aos discípulos para que, após a sua morte, subornassem os soldados, roubassem o corpo e anunciasse que vivia novamente.

Seria utópico afirmar que Jesus morreria em prol de uma falácia a fim de promover uma conspiração ao mesmo tempo que cumpria dezenas e dezenas de profecias. Tenhamos em mente que Jesus morreu a fim de remir aqueles que se rendem aos Seus pés.

A Páscoa é real e Cristo, o Cordeiro Pascal, é o Único Caminho para Deus. Fique na paz de Cristo e que Deus lhes abençoe.

Jamil Filho

Jamil Filho

Cristão por livre escolha, salvo pela graça, servo de Cristo Jesus, eterno estudante de teologia, criador e editor do Euaggelion.

Leia mais
A Conspiração da Páscoa
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