/ Defesa da Fé

Sede sóbrios

“E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração.” (1 Pedro 4.7)

Que estamos vivendo os últimos dias da Igreja na face da Terra já nos é, sem sombra de dúvida, uma realidade. No entanto, conforme o que o Apóstolo Pedro nos orienta, devemos estar sempre vigilantes e prontos para que quando, Jesus Cristo voltar, estejamos preparados.

Já falamos e alertamos aqui no Blog Euaggelion acerca não apenas da gravidade, mas também do risco de nos conformarmos com este mundo e pensarmos que, sem Deus e sem Jesus, conseguiremos tornar este planeta num local mais humano e justo.

Se traçarmos uma linha cronológica da história da Igreja conseguiremos identificar não apenas os períodos, mas também as características espirituais predominantes. Para isso utilizaremos os escritos do Apóstolo João registrados em Apocalipse 3 e 4.

Éfeso, o Final da Igreja Apostólica

Embora o Apóstolo João tenha enviado estas cartas às igrejas da Ásia, podemos identificar alguns elementos e características que nos remetem para o período em que a igreja estava inserida.

“Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.” (Apocalipse 2.2-6)

O livro de Atos está repleto de registro das obras e do empenho dos apóstolos em levar a Palavra de Deus para todo o mundo e Jesus fala, por intermédio de João: “Conheço as tuas obras, e o teu trabalho”.

A Igreja Primitiva não só possuía a consciência como também o ardente desejo de levar a salvação para os perdidos e de defender o Evangelho do Senhor Jesus, conforme Ele mesmo diz:  “não podes sofrer os maus”, como referência podemos citar Atos 5.3-5, 8-10; 8.20-22; 13.6-11.

Esmirna, A Era das Perseguições

“Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Apocalipse 2.9-10)

O período que sucedeu a Igreja Apostólica foi marcado por uma intensa perseguição aos cristãos. Centenas de milhares de almas foram mortas por amor ao Evangelho de Jesus Cristo.

Jesus, sabendo pelo que a sua Igreja passaria, conforta os corações dos fiéis afirmando que, embora eles tenham perdido todos os seus bens, simplesmente por professarem a fé cristã, eram ricos nEle, e que a coroa da vida estavam reservada para aqueles que não temesse a morte.

Os registros históricos nos mostram que centenas de cristãos amaram mais a vida eterna do que as suas próprias vidas, sendo devorados por animais selvagens nos circos romanos,  crucificados, utilizados lâmpadas a noite, sendo queimados vivos.

Entre eles podemos destacar Policarpo de Esmirna, um discípulo do Apóstolo João, que foi queimado vivo, no ano de 156 d.C., por amar ao Senhor Jesus acima de todas as coisas, o qual disse:

“Eu o servi por 86 anos e Ele nenhum mal me fez, com poderia blasfemar o meu Rei que me salvou”

Pérgamo, O (Des)Favor Imperial

“E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios: Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem. Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio. Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.” (Apocalipse 2.12-17)

Após séculos de perseguição aos cristãos, no ano de 313 d.C. o Império Romano, através do Édito de Milão, declarou fim à perseguição e intolerância os seguidores de cristo. Posteriormente o imperador Constantino, o Grande, teria supostamente aderido ao cristianismo e, posteriormente, oficializou o cristianismo como a religião de Roma.

Este foi a maior derrota da Igreja cristã, ela, conforme o próprio Cristo afirma, adulterou com o mundo. Os bispos passaram a exercer autoridade jurídica, as Igrejas foram isentas dos impostos romanos, o dinheiro público passou a ser utilizado na construção de igrejas.

“Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem.”

Encontramos as mesmas declarações em Apocalipse 17.1-2:

“E VEIO um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas; Com a qual fornicaram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua fornicação.”

A Igreja que deveria permanecer pura e santa aguardando o retorno de Jesus Cristo se contaminou com os reis da Terra, ou seja, se envolveu neste sistema político sujo e imoral.

Tiatira, A Era das Trevas

“E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem seus olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao latão reluzente: Eu conheço as tuas obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras. Mas algumas poucas coisas tenho contra ti que deixas Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que forniquem e comam dos sacrifícios da idolatria. E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua fornicação; e não se arrependeu. Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras. E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras. Mas eu vos digo a vós, e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei. Mas o que tendes, retende-o até que eu venha. E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai. E dar-lhe-ei a estrela da manhã. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 2.18-29)

Logo após a instituição do cristianismo como a religião do império até, aproximadamente 1500, a humanidade foi, espiritualmente, assolada pelas trevas. A Palavra de Deus foi escondida do povo, os ritos e dogmas humanos substituíram a soberania da Palavra de Deus, enquanto a igreja se contaminava, novamente, com o mundo.

Encontramos as mesmas advertências de Cristo: “Mas algumas poucas coisas tenho contra ti que deixas Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que forniquem e comam dos sacrifícios da idolatria. E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua fornicação; e não se arrependeu.”

No entanto, embora todo o contexto espiritual deste período se apresentasse terrivelmente negro e nebuloso, encontramos homens que, com coragem e ousadia, anunciavam o puro Evangelho de Cristo Jesus, tais como Jerônimo Savonarola, John Huss, que profetizou a ascensão de Lutero, ambos mortos pelo Evangelho, e John Wycliffe.

“Eu conheço as tuas obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras.”

Sardes, O Período das Reformas

“E AO anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei. Mas também tens em Sardes algumas poucas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso. O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 3.1-6)

Atendendo ao alerta de Cristo, “Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.”, a Igreja foi reavivada pelas grandes reformas, o povo novamente teve acesso às Sagradas Escrituras, a fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo tornou-se o pilar central do cristianismo bíblico.

Filadélfia, a Era das Missões

“E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo. Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 3.7-13)

Entre os séculos de 1700 e 1900, a Igreja cristã passou pela sua maior expansão, o Evangelho foi anunciado pelo mundo de maneira árdua e incessante.

“Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome.”

Os heróis da fé levaram aos pés da cruz milhares e milhares de almas, impactaram o mundo e a sociedade em que viveram e, acima de tudo, cumpriram o Ide de Jesus.

Laodicéia, a Igreja Apóstata

“E ao anjo da igreja de Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 3.14-22)

E, por fim, chegamos ao período que compreende de 1900 até o Arrebatamento.

Vivemos o período da Igreja rica, cheia de bens, que proclama números elevados de seguidores e grandes homens em cargos importantes da nação, no entanto, “não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”.

Nunca houve em toda a história de Igreja Cristã um período em que aqueles que se auto-nomeiam “servos de Deus” nunca estiveram tão afastados do verdadeiro Evangelho de Cristo e do Reino de Deus.

O Evangelho de Jesus, escrevo com grande pesar, foi substituído por apresentações circenses de uma prosperidade corruptível, de altos cargos num sistema político falido e na conquista de bens materiais num mundo que está reservado para o fogo eterno.

Será que perdemos a consciência de que, conforme está registrado em diversas passagens bíblicas, não passamos de peregrinos que buscam por uma pátria celestial? De pessoas que serão odiadas pelo mundo simplesmente por sermos seguidores de Cristo? De que devemos, dia após dia, tomar nossa cruz e virar as costas para este mundo fadado ao inferno?

No entanto, embora seja tentado, o meu foco não é escrever um artigo ácido acerca dos bodes e lobos inseridos, por Satanás, dentro da Igreja de Cristo, pelo contrário, meu objetivo é alertar e consolar os remanescentes acerca da eminência da promessa de Cristo.

“E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” (João 14.3)

O Apóstolo João nos deixou registrado o alerta de Cristo Jesus: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.”

Jesus é bastante enfático ao nos alertar acerca da gravidade de nos conformarmos não apenas com este mundo, mas também com o sistema errôneo presente dentro das Igrejas. No versículo que abrimos este artigo, o Apóstolo Pedro reconhece não apenas a aproximação do fim, mas também que, somente através de uma vida dedicada a Deus, estaremos preparados para o cumprimento da promessa de Jesus Cristo.

“E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração.”

É interessante observar que o Apóstolo Pedro poderia, muito bem, dizer para apenas vigiarmos em oração, no entanto, ele declara para sermos sóbrios, ou seja, para que não estejamos embriagados com vinho.

Paulo também nos traz este alerta em 1 Tessalonicenses 5.6:

“Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;”

Percebam que podemos interpretar o termo “sóbrio” de duas maneiras:

  1. Pode ser uma advertência literal relativa à abstinência do vinho ou de outras bebidas embriagantes;
  2. Ou ainda ser uma linguagem metafórica que nos remete ao fato de que, como cristãos, devemos estar a cada dia nos afastando do pecado e da iniquidade. Sendo que o vinho fermentado e o fermento fazem referência, nas Sagradas Escrituras, ao pecado e a iniquidade.

Sabendo da urgência e da proximidade do fim o Apóstolo Pedro conclama a cada um de nós para uma vida separada do pecado, da imoralidade e de todo padrão mundano. Ele compreende que de nada adianta permanecer em oração se nossas vidas apresentarem vestígios de embriaguez.

Note que me refiro à embriaguez espiritual. Trata-se de um sério risco que corremos ao acreditarmos que não há risco algum em viver segundo os padrões do mundo ao mesmo tempo que proclamo a fé cristã.

Estamos vivendo os últimos dias na face da Terra, de um lado vemos um mundo que afunda cada vez mais no pecado, no materialismo e se aparta de Deus e daquilo que é eterno, do outro presenciamos, infelizmente, uma Igreja indolente, morna, abarrotada de pessoas que nunca compreenderam o real sentido do Evangelho ou do que seja ser um cristão.

Porém, enquanto nossos olhos permanecerem fitos nestes dois cenários jamais encontraremos forças e ânimo para seguir adiante. Façamos tal qual o escritor aos Hebreus nos disse “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hebreus 12.2).

Se nossos olhos estiverem fitos em Cristo jamais nos embriagaremos com o vinho deste mundo, nem muito menos dormiremos no sono da mornidão espiritual, correndo o risco de sermos vomitados da boca de Cristo.

Quanto mais rápido compreendermos esta verdade, mais rápido entenderemos que, como peregrinos e integrantes do Reino, nosso papel é levar aos outros a mensagem da Salvação em Cristo Jesus enquanto aguardamos o nosso resgate.

“Levantai-vos e andai; porque não será aqui o vosso descanso.” (Miquéias 2.10 a)

Sabemos que, embora a Igreja atual esteja vivendo um período de apostasia sem precedentes, devemos assumir, individualmente, o compromisso com o Evangelho e a causa de Cristo para que, se necessário for, percamos tudo nessa vida em favor do Reino de Deus.

Sejamos sóbrios, vigilantes em oração, pois a nossa redenção está próxima. Que Deus vos abençoe, fique na Paz de Cristo Jesus.

Jamil Filho

Jamil Filho

Cristão por livre escolha, salvo pela graça, servo de Cristo Jesus, eterno estudante de teologia, criador e editor do Euaggelion.

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