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Sede meus imitadores

“Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (1 Coríntios 11:1)

Creio que todos, uma vez ou outra, já ouvimos, ou até mesmo falamos, este breve versículo registrado em Coríntios. Talvez seja um dos versículos que decoramos mais rapidamente, no entanto, você já parou para analisar o contexto e a profundidade deste verso?

No capítulo anterior o Apóstolo Paulo trata de três temas distintos, ele exorta os cristãos de Corinto para não tentarem a Cristo como os israelitas o fizeram no deserto (v. 1-13), posteriormente Paulo trata do culto aos demônios (v. 14-21) e, por fim, da liberdade cristã (v. 22-33).

No capítulo 9, o Apóstolo Paulo aborda os direitos do seu apostolado e o dever da Igreja em mantê-lo como ministro do Senhor, contudo, ele escreve: “Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo” (1 Coríntios 9:12). Neste mesmo capítulo Paulo ainda declara que ele propôs anunciar o Evangelho de Cristo gratuitamente (v. 18).

Muitas vezes ouvimos e declaramos as mesmas palavras do Apóstolo Paulo “sede meus imitadores”, no entanto, não observamos o contexto que estas breves orientações estão registradas.

Após tratar dos sacrifícios aos ídolos ele finaliza sua orientação escrevendo “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. Como também eu em tudo agrado a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que assim se possam salvar” (1 Coríntios 10:32,33).

Ele nos demonstra o maior exemplo de abnegação, minha vida e ações devem ser conduzidas de modo a não escandalizar, em momento algum, os ímpios e, muito menos, a Igreja de Cristo. O próprio Paulo declara que ele se absteve do direito de viver do Evangelho para que nenhuma alma fosse perdida em virtude disto.

Mesmo que em minha consciência determinada ação ou prática não interfira em minha relação com Deus se meu próximo, em sua fraqueza, se desvia dos caminhos do Senhor por minha causa então devo, por amor ao Corpo de Cristo, me abster da minha liberdade por amor ao próximo.

Quando li, com mais calma, este versículo inserido em seu contexto eu me parei pensando “Quão profunda é esta declaração do Apóstolo Paulo”! Imitá-lo assim como ele imitou ao Senhor Jesus em abnegação, amor ao próximo e em submissão à Vontade de Deus negando, se for necessário, seus próprios direitos pela salvação da alma do próximo.

Que nesta breve reflexão você venha compreender o profundo significado de ser um seguidor de Cristo e de imitar os Seus passos. Isso nos exige sacrifício, exige que nossas próprias vontades sejam subjugadas para o bem e a salvação do nosso próximo e para que o Nome do Senhor Deus seja glorificado.

Não vivemos mais para nós, mas Cristo deve viver em nós com Sua Palavra e Vontade.

Que Deus vos abençoe, fique na Paz de Cristo Jesus.