Apologética Devocional DropsGelion Reflexão Sobre Fale Conosco
/ Parábolas

O Grão de Mostarda - Série: As Parábolas de Jesus

  • Jamil Filho

    Jamil Filho

    Cristão por livre escolha, salvo pela graça, servo de Cristo Jesus, eterno estudante de teologia, criador e editor do Euaggelion.

    Ler mais artigos deste autor.

    Jamil Filho

Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos Mateus 13:31-32

Estrutura

A parábola do grão de mostarda, assim como a parábola do fermento, é bastante concisa e simples estruturalmente.

Jesus inicia sua comparação (v. 31) e, aparentemente, conclui sem explicar ou se aprofundar no assunto.

Tal simplicidade se encontra no fato de que a parábola do grão de mostarda se encontra inserida em uma série de três parábolas nas quais o Mestre se utiliza de sementes para explicar o Reino dos Céus.

Jesus encerra esta série de parábolas apresentando um panorama do crescimento vertiginoso de Seu Reino visível na terra.

É uma parábola relativamente simples, Jesus apresenta em dois versículos toda a história de sua Igreja.

No versículo 31 ele declara que o Reino é uma semente plantada, apresentando um claro paralelo com a parábola do semeador (vv. 1-23) e a parábola do trigo e do joio (vv. 24-30). Enquanto que, no versículo seguinte (v. 32) o Mestre apresenta o crescimento da semente, algo que nos remete às duas parábolas anteriores também.

Embora seja extremamente curta a parábola do grão de mostarda nos apresenta uma clara realidade acerca do Reino e de sua expansão terrena.

Aplicação prática

"...o reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda"

Mais uma vez o Senhor Jesus se utiliza de uma comparação para buscar ensinar aos crentes algumas realidades do Reino de Deus.

Ele se utiliza do grão de mostarda, uma semente extremamente pequena, assim como Ele o fez quando tratou da fé requerida aos seus discípulos.

Através desta simples comparação Cristo deixa claro que o princípio e a base fundamental de Seu reino visível na terra é simples, o evangelho é simples, e que o esforço de seus servos devem se concentrar em lançar a semente e não em tentar torna-la relevante aos olhos do mundo.

O Evangelho é simples, tudo se resume em anunciar ao Senhor Jesus Cristo e este crucificado como escreve o Apóstolo Paulo (1 Coríntios 2:2).

O Senhor não busca apresentar uma semente complexa exatamente para deixar claro aos crentes que seu Evangelho não depende de aparências, de subterfúgios. Cristo não iniciou Seu ministério e Sua Igreja partindo da estrutura religiosa de seu tempo.

O início da igreja não dependia de esforços humanos em torna-la relevante, pelo contrário, apenas eles apenas anunciavam o Evangelho puro e simples de Cristo e o próprio Deus se encarregou de dar o crescimento.

Se estudarmos a história da Igreja veremos que em poucos dias ela passou de cerca de cem pessoas para milhares e, nos anos seguintes, seu crescimento alcançou todo o mundo conhecido.

Hoje a Igreja do Senhor se tornou uma grande e frondosa árvore, seus ramos estão por toda a terra, contudo, isso nos trouxe algumas sérias consequências como o próprio Cristo declara.

Jesus encerra sua parábola declarando que, por ter crescido grandemente, a árvore agora se torna refúgio para as aves do céu.

É interessante ressaltarmos que o Senhor estabelece um ensino progressivo, só seremos capazes de compreender esta pequena parábola à luz das duas parábolas anteriores.

A explicação para as aves, aqui citadas, se encontra na referência que Cristo faz a elas na parábola do semeador (vv. 4, 19) e a possibilidade de elas entrarem no Reino visível de Deus é explanada na parábola do trigo e do joio.

O Senhor, mais uma vez, deixa claro que no ajuntamento de fiéis existirão aqueles que jamais foram e serão salvos, aqueles cujo propósito não é servir ao Reino, mas servir a si mesmo em detrimento do Reino.

Pode soar estranho aos ouvidos do crente o fato de que as aves, ou seja, os demônios encontrariam lugar dentro da Igreja.

Mas se compreendermos que nem todo aquele que se ajunta ao povo de Deus é, de fato, trigo então seremos capazes de entender como os demônios encontram brechas dentro dos ramos.

O propósito desta parábola é reforçar os alertas que já haviam sido feitos e alertar aos crentes que nem todo movimento dentro da Igreja é, de fato, genuíno e que, por ter crescido demasiadamente, haverá sempre aqueles que propagarão a vontade de Satanás dentro do povo de Deus.

Isso não significa que o corpo de Cristo foi corrompido, pelo contrário, as aves não corromperam a árvore, elas apenas se aninharam em suas sombras.

A Igreja de Cristo jamais será corrompida pelos agentes do diabo, mas deve compreender que enquanto estiver nesta Terra estará suscetível às investidas de seu inimigo.

Jamil Filho

Jamil Filho

Cristão por livre escolha, salvo pela graça, servo de Cristo Jesus, eterno estudante de teologia, criador e editor do Euaggelion.

Leia mais
O Grão de Mostarda - Série: As Parábolas de Jesus
Compartilhe