O Deus que perdoa

“E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judeia, E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mateus 3:1,2)

Antes de Cristo iniciar seu ministério terreno Deus envia João Batista pera preparar o caminho, para anunciar a chegada do Reino dos Céus.

Em Mateus 4:17 lemos acerca do próprio Cristo declarando: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. O mesmo lemos em Lucas 3:1-18, onde podemos extrair algumas importantes lições:

O Batismo do Arrependimento:

O primeiro passo de um novo convertido dentro do Reino de Deus é dado rumo ao batismo, à morte para o mundo e para o pecado.

O Apóstolo Paulo escreve:

“Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:3-4)

O Batismo é um sinal público de abandono dos pecados, em todo o livro de Atos dos Apóstolos lemos diversas vezes acerca do batismo em águas.

Se trata de uma ordenança do próprio Cristo, a Igreja deve batizar, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, todos aqueles que, conscientemente, decidem por Cristo.

Frutos dignos de arrependimento:

Todo aquele que confessa ao Senhor Jesus Cristo deve produzir frutos para o seu Reino, frutos que constatem o genuíno arrependimento. Caso contrário será cortado do Reino (Lucas 3:9)

O Apóstolo Paulo ratifica:

“Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos certamente mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:10,11)

Se estamos em Cristo, se fomos sepultados para o pecado no Batismo, não devemos andar da mesma maneira que o mundo, mas sim em novidade de vida (Romanos 6:4).

Vida cheia do Espírito Santo:

Após o Batismo do arrependimento, e junto das obras (frutos), o próprio Espírito Santo passará a controlar e agir sobre a vida do convertido.

Devemos compreender que o Evangelho do Arrependimento proclamado por João Batista, por Jesus, pelos Apóstolos e pela Igreja que é fiel ao Senhor, não conclama as almas para o abandono dos pecados e iniquidades apontando para um Deus cruel e insensível, pelo contrário, o próprio Cristo declara que Ele veio salvar e não destruir (João 12:47).

Jesus ainda não se assentou no seu trono para julgar, para desferir a sentença, Ele ainda é o Cordeiro de Deus.

Sendo assim o Evangelho do Arrependimento aponta para um Deus de amor, para um Deus que perdoa, um Pai que espera seu filho retornar do longínquo país.

Ele aguarda o momento para nos dizer* “…perdoados te são os teus pecados”* (Mateus 8:2).

A fé e o arrependimento estão associados, antes mesmo de curar ou realizar milagres Jesus perdoa os pecados e salva as almas (Mateus 9:2).

Contudo somos falhos, pecadores e, embora filhos de Deus, não podemos permanecer na prática do pecado (1 João 3:9), ainda corremos o risco de falhar com Deus e pecar contra Ele, no entanto, se pecarmos há um que intercede por nós diante de Deus.

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 João 2:1,2)

“Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus”. Temos a oportunidade de nos arrepender e entrar neste Reino, de voltar para o caminho. As portas do Reino estão abertas. Qual será sua decisão?

Que Deus vos abençoe, fique na Paz de Cristo Jesus.