Devocional - Salmo 1

Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.
Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará.
Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; mas o caminho dos ímpios perecerá.

v. 1: “Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios”. O salmista nos apresenta o padrão de vida esperado nos que seguem ao Senhor: a saintificação e separação espiritual do cristão. Seus pensamentos, ações e propósitos não estão em acordo com o conselho dos ímpios, mas alinhados à Palavra de Deus e à Sua Soberana Vontade. “nem se detém no caminho dos pecadores”, os justos não se entregam à mesma vida de devassidão e imoralidade dos pecadores, seus caminhos são trilhados à luz dos mandamentos do Senhor e ele “nem se assenta na roda dos escarnecedores”, não compartilha das mesmas ideias, pensamentos e conversas.

v. 2: “Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite”. O prazer do justo está na Palavra do Senhor, ele busca em todo momento conduzir sua vida em conformidade com a Vontade de Deus, o justo se agrada daquilo que o Senhor se agrada e odeia aquilo que o Senhor odeia, pois seu coração e sua mente está permeada pela Lei do Senhor e “e na sua lei medita de dia e de noite”.

Os ímpios, por sua vez, odeiam o mandamento do Senhor, a Vontade Soberana lhes é desprezível e o desejo de Deus é abominável aos seus olhos, estes não amam a verdade e por isto, conforme declara o Apóstolo Paulo (2 Tessalonicenses 2.10), serão consumidos.

v. 3: “Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas”. A Palavra e os Mandamentos de Deus se tornam águas vivas onde o justo pode recorrer em momentos de secas e durante sua caminhada neste deserto. “A qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará”, os justos sempre terão o auxílio de Deus e Sua bênção permanente.

Embora enfrente lutas e adversidades, o homem que ama ao Senhor pode confiar, continuamente, no refrigério disponível no Espírito Santo.

v. 4: “Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha”. O salmista, em contrapartida, reconhece que os ímpios por rejeitarem a Verdade de Deus e a Vicária morte de Cristo Jesus estão, permanentemente, sujeitos às garras de Satanás (Efésios 2.2), eles são arrastados pelo vento tal como a palha.

v. 5: “Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos”. A rejeição contínua à Vontade do Senhor e ao Seu Cristo conduzirá o ímpio, inevitavelmente, ao eterno juízo e condenação. Todas as obras de impiedade e iniquidade os condenará diante do Senhor por toda a eternidade.

v. 6: “Porque o Senhor conhece o caminho dos justos”. O salmista encerra seu cântico exaltando a eterna onisciência de Deus. O Senhor conhece o caminho de Seus justos, Deus sabe muito bem o final glorioso daqueles que vivem em obediência aos Seus Mandamentos enquanto que, aos ímpios, seu fim será, lamentavelmente, trágico: “mas o caminho dos ímpios perecerá”.

Que Deus abençoe grandemente os seus passos e que este dia venha ser marcado pela presença do Espírito Santo.