Pão da minha porção

“Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão” (Provérbios 30:8–9)

Não sei se estes dois versículos são tão conhecidos como deveriam, pois, nos revelam verdades maravilhosas acerca da nossa gratidão e confiança no Senhor.

Logo no início lemos o pedido de Salomão “Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa” e, em seguida, ele complementa “não me dês nem a pobreza nem a riqueza”.

Percebam que ao rogar o cuidado e sustento a Deus, Salomão reconhece que o excesso de riquezas pode comprometer sua maneira de agir diante do Senhor e dos homens e, por isso, ele clama para que Deus não lhe dê o excesso de bens.

Sabemos, através da narrativa bíblica, que Salmão se enriqueceu excessivamente e, todo este poder, o levou, tragicamente, para longe de Deus e ao oferecer sacrifícios para os deuses de suas mulheres ele questiona “Quem é o Senhor?”.

Somente no final da vida ele reconhece que “Tudo é vaidade” (Eclesiastes 1:2) e percebe quão insignificante sãos as riquezas diante da morte.

No outro extremo da oração, Salomão roga para que o Senhor não permita que a mentira e a palavra mentirosa se aproximem dele como consequência de sua pobreza, embora não exista uma relação direta entre a primeira parte do versículo e a segunda, podemos traçar um paralelo entre ambas e com a conclusão do raciocínio apresentado no versículo 9 (nove).

Se não tiver o suficiente para me sustentar e encontrar no furto a única maneira que me manter então não apenas nego ao nome do Senhor, mas também estou emaranhado pelo engano e pela mentira.

O entendimento de Salomão é direcionado para uma vida modesta, sem excessos e completamente dependente de Deus. Jesus nos ensina o mesmo na oração do “Pai Nosso”. Devemos pedir e agradecer ao Senhor Deus pelo pão diário, pelo sustento que Ele nos concede.

Não há nada de errado em trabalhar para conseguir algum conforto, no entanto, lembre-se que ao final da vida tudo que você acumulou e depositou sua confiança não irá te livrar da fria realidade da morte.

Saiba equilibrar seu dia entre seus afazeres terrenos, seu trabalho para colocar o pão em sua mesa e os afazeres espirituais, a busca pela face de Deus.

Lembre-se que o mais importante desta vida é aquilo que ajuntamos diante de Deus.

Fique na paz de Cristo Jesus.